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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Espetada de javali com batata doce e pesto

O inverno e estes dias mais frios puxam decididamente pelo forno...comidas quentinhas, a casa aquecida...


A combinação da batata doce com o pesto é incrível! Verdadeira delícia! Acompanharam na perfeição a espetada de javali.

A espetada entremeava javali, em pedaços, com chouriço, toucinho e pimento verde. Foi ao forno embrulhada em papel de alumínio, massa caseira de pimentão, tomilho seco, sal e azeite, para cozer, durante 30 minutos. Passado este tempo, o foi desembrulhado, escorrido um excesso de molho e deixado mais 15 minutos para tostar.

A batata doce foi cortada em cubos, mantida em água salgada, escorrida e foi ao forno, bem espalhada no tabuleiro, com um fio de azeite e sal. Acompanhou no forno o javali durante os 45 minutos, tendo sido mexidas cuidadosamente por 2 vezes.

Com o pesto previamente preparado*, foi deitado por cima das batatas, já na mesa.

Claro que foram fritas demasiadas batatas para uma refeição a 2, claro que, com o pesto na mesa, não sobrou nenhuma.

*o pesto aguenta tempos infinitos com uma pequena camada de azeite em cima, guardado no frigorífico.


domingo, 7 de outubro de 2012

Salada Caprese

Um clássico da cozinha italiana, antipasto fresco, simples e saboroso.

Existem mil variações de forma e conteúdos, sendo o queijo mozzarella, tomate e mangericão, sal e azeite absolutamente inevitáveis. O Jamie Oliver inspirou-me, no seu livro de cozinha italiana, a fazê-la de forma, ... "rústica".


A salada que apresento aqui foi feita com tomates selvagens, biológicos, várias cores, formas e sabores, logo numa das principais matérias primas.


Esta salada gosto de fazer e servir em "travessa", para que não seja necessário misturar, e de forma a que em todas as garfadas se consigam sentir os diferentes sabores, individualmente.

Com esta variedade de tomates, a explosão de cor durante a elaboração da salada forçou um relato fotográfico, da autoria da minha S., excepcionalmente autorizada a permanecer na cozinha nesta noite. :)






Espalhados os tomates pela travessa (que gosto de cortar de formas diferentes, permitindo uma variedade visual e de textura mesmo que sejam todos idênticos), espalha-se o queijo mozzarella, partido à mão, praticamente "desfiado". A textura do queijo assim "partido", juntamente com o efeito visual são qualquer coisa de especial.


e passando ao tempero, adoro pôr pesto, que dá um sabor fortíssimo e maravilhoso à salada, e é "o truque" da "minha caprese". Folhas de mangericão, azeite de qualidade e sal (usei sal negro) completam o ramalhete.

Uma salada que é um prazer para vários sentidos, em vários sentidos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Lasanha al pesto

Gosto de pratos assim simples, com um toque diferente.

Um dos próximos passos nas minhas descobertas culinárias será fazer a própria "pasta", fresca, e quando tal acontecer, muito provavelmente terá esta forma de folhas de lasanha. As que aqui apresento são típicas folhas de lasanha de compra. Já o pesto, adoro feito ao momento, com mangericão que ainda viu o pôr do sol agarrado à terra, e com algumas variações que já vêm fazendo doutrina na minha cozinha, outras "inventadas ao momento".


Ingredientes:

- lasanha
- um molho de magericão (quanto mais fresco melhor)
- um punhado de amêndoas (ou pevides secos e descascados)
- queijo da ilha, com quantos mais meses de cura melhor
- 2 dentes de alho (i like it hot)
- azeite
- sal
- pimenta

Massa a cozer (atenção para que as folhas não fiquem coladas umas às outras, ... a melhor ideia para que isto não aconteça é cozer em água particularmente abundante, um fio de azeite e mexer com muita frequência, ... ideias melhores? todo ouvidos :) ).

Enquanto a massa coze, processador de alimentos com todos os ingredientes, excepto o azeite, sal e pimenta, para poder controlar o sabor e afinar o gosto no final.

Escorrida a massa, juntar o pesto no tacho e envolver bem, servir sem mais delongas.

Algumas coisas que me ocorrem partilhar sobre o pesto (e lembro-me sempre das primeiras experiências, muito inspiradas pelo Luís do Outras Comidas) substituindo o fruto seco, "pinhão" na versão pristina, por amêndoas, obtém-se um pesto com textura mais crocante. Fazendo o mesmo com pevides de abóbora, os pedaços crocantes são mais pequenos, e ganha-se uma cor verde mais vida. Outra maneira de avivar o verde ao pesto é colocar uma pedra de gelo junto com o manjericão, já que o processador pode aquecer e retirar algum verde, que o gelo ajuda a conservar. O juntar do azeite mais para o final evita que este emulsione durante a trituração do preparado, e permite também controlar a textura final a gosto.