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domingo, 25 de maio de 2014

Restaurante típico, o Artur, Moncorvo

Adoro! 

É daqueles restaurantes que fazem valer a pena uma viagem, das grandes...

Lembro-me de ter pensado no nome deste blogue, ... "yes we eat" e não "yes we cook" ou algo parecido, porque queria também partilhar experiências fora de casa, coisas que não cozinhei eu, ... e na altura lembrei-me deste restaurante, ... este blogue serviria também para falar dos bons restaurantes, ... :) yes, ... we do eat! :) 

"O Artur", pequeno lugar de Rebentão, Cerviçais, entre Torre de Moncorvo e Mogadouro, ... da estrada quase não se dá por ele... 

Ali perto da fronteira entre a Beira Alta e Trás-os-Montes, a 422km de casa, ... vale a viagem, para almoço, com dormidas mais perto, antes ou depois, ... :) voltando ao restaurante, .. 

Lá dentro, uma experiência maravilhosa, ... há tempos li críticas ao serviço, ... quem procura estrelinha michelin esqueça, ... quem não se importe com um serviço familiar, esforçado mas com possivel espera e "esquecimentos", então go ahead! :) vale a pena! :)

O "prato" que me fez voltar: A ALHEIRA caseira d'OArtur!


Esta alheira, ... é do outro mundo! Tanto que já fui obrigado encomendar, para entrega em Lisboa, ... e só me arrependo, ... de não o fazer mais vezes! :) perfeita! fumada, carnes super bem temperadas, sequinha e deliciosa, dura tempo nenhum... 

Comida a alheira, ... experimentado e aprovado o vinho da casa, tudo pronto para umas favas à transmontana, ... 


Delícia de favas, com os enchidos certos, as carnes corretas, tudo super bem feito, super bem temperado, ... tempo para "o prato", ... Posta mirandesa, ...


Superiormente grelhada, com as batas, cozidas, a murro, ou fritas, mas ambas "batatas verdadeiras", daquelas "da terra", ... "à antiga", verdadeira delícia!


Experiência soberba! ... que teria de terminar de forma mais doce, depois da parte "bruta" de todos os sabores anteriores, ... para isso, e já qu'ali estamos, ... recomendo vivamente terminar com os doces caseiros, ... algo como um doce de requeijão com doce de abóbora e amêndoas, e umas belíssimas cerejas, da terra, que ficam também elas na memória, ... 



À tarde, ... é bom arranjar algo para fazer, ... não esquecendo que o restaurante "O Artur" é marginado pela Ecopista do Sabor... caminho pedestre ou de bicicleta que aproveita o leito da desactivada linha de ferro do Sabor...







terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Alheira de caça à brás

Alheira e brás, ... há lá duas coisas mais versáteis que estas? Gosto de juntar as duas.


De preparação como qualquer brás, azeite, cebola, alho e louro, no fundo de uma panela, para amolecer a cebola até ficar translúcida., retirar o louro, e adicionar a alheira de caça, esfarelada à mão, de forma a caçar ossinhos. Deixar envolver a alheira e a cebola, acrescentar batatas fritas tipo palha, envolver, e acabar com ovos batidos, com sal e pimenta.

Uma caminha de grelos salteados acompanhou o prato, que acompanhou um animado serão.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pataniscas de alheira com arroz de grelos

Um daqueles jantas cuja comida dá para esticar, assim como a companhia. Acabamos por ser 5 à mesa.


Como adoro alheira e adoro variações na forma de a comer, lembrei-me de fazer este prato, uma estreia nos caminhos da patanisca, e um reencontro com a habitual alheira de caça. 

À falta de referências na arte da patanisca, fui cuscar ao "outras comidas", que uso mais do que o "cozinha tradicional portuguesa" da Maria de Lurdes Modesto, quer pelo contexto que é dado a cada receita quer pela facilidade de as encontrar à distância de um clique, usando-as sempre para inspiração, com toda a confiança. De lá saíram as referências para o polme.

Acabei por fazer assim:
2 alheiras de caça, picadas com uma faca, a cru, postas a cozer em água. Retiradas da água (uma rebentou, foi passada no escorredor...), a gordura que ficou ao cimo foi retirada e foi deixado um pouco da água de cozer as alheiras a arrefecer.

Para o polme, juntei sobre uma quantidade desconhecida de farinha, vamos admitir 300g de farinha branca de trigo e 100g de farinha integral, uma colher de chá de bicarbonato, 3 ovos, sal, pimenta e um pouco da água das alheiras. foi tudo misturado, com colher de pau, até atingir uma consistência que "deve ficar muito menos líquido que o para crepes, mas, ao deitar na frigideira deve escorrer francamente da colher, sem qualquer tipo de ajuda", como sugere o Luis do "outras comidas". Foi posta no frigorífico a repousar.

Entretanto, grelos a escaldar em água a ferver com sal, escorridos e reservados. 

Azeite no fundo de uma panela, uma cebola cortada lá para dentro, deixada a alourar, e de seguida o arroz, para fritar um pouco, e água a ferver. Foi tudo a olho, precisou de mais água a ferver no final da cozedura. Com o arroz quase no ponto, uma noz de manteiga, os grelos, tudo bem mexido e o fundo da panela foi refrigerado, só para parar de cozer o arroz, mas de forma a não permitir que o conteúdo arrefecesse. Aguardou pouco tempo pelas pataniscas.

A mistura do polme foi retirada do frigorífico, foi misturada com as alheiras e colocada numa frigideira, em pequenas porções, com óleo muito quente. Em menos de nada fritaram de um lado, foram viradas, fritaram do outro, foram retiradas, foi repetido o processo até acabar o preparado polme+alheira, e foram servidas, na mesa, sobre o arroz de grelos. 


O resultado gastronómico foi delicioso, bem como todas as conversas que o acompanharam! :)

Nota dietética (?!?! :) ) : o consumo deste prato foi precedido pela ingestão de "fibras activadas", que reduziram a assimilação de gorduras, sem reduzirem o prazer de comer :)




domingo, 16 de dezembro de 2012

Alheira com Broa e Grelos

É difícil pensar num prato mais simples, ... e saboroso! :)



Um dos meus blogues favoritos, o GARFICOPO, deu o mote, e saí imediatamente para comprar grelos, alheira e broa, bem amarelinha. E desta saída às compras voltei com o jantar.

Água a ferver, grelos lá para dentro, com duas folhas de louro e sal. 

Esfarelei a alheira para dentro da frigideira, lume, deixei corar, ... como a alheira era muito sequinha, tive de acrescentar azeite, e a broa cortada em cubos lá para dentro!

Envolvi esta mistura e deixei fritar a broa. Algumas mexidelas com jeitinho para manter os cubos da broa e estava o jantar pronto. 

Num pirex que levei para a mesa fiz uma cama com os grelos, bem escorridos, azeite, e deitei por cima a mistura de alheira e broa. Enfeitei com azeitonas e passei um bom bocado, praticamente em silêncio, até acabar o jantar.