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quinta-feira, 2 de março de 2017

Teriyaki caseiro

... Fui "obrigado"! :)

Queria muito fazer uma receita com um super bom aspecto, e que incluía quantidades consideráveis de teriyaki, especificando: "de boa qualidade, ou feito de raíz". Fui para a segunda opção.

O grande segredo das reduções é a utilização de ingredientes de alta qualidade, por muito que custe ver aquilo a "encolher" e a ficar só um bocadinho... Se feitos com ingredientes (, ... usando um eufemismo,) "menos bons", acabamos com um concentrado de "menos bom", o que não agrada a ninguém.

Mais tarde edito para incluir link para a dita receita, de "Barriga de porco glaceada com teriyaki" :) 

Portanto, para 1,5 Litro de Teriyaki, coloquei numa panela:

0,5 L de caldo de legumes, orgânico, sem óleo de palma (ver nota 2)
0,5 L de molho de soja de qualidade
50 g bem medidas de gengibre
100 g de erva-príncipe (pt_PT) / capim-limão/cidreira (pt_BR)
750 g de acúcar mascavado
500 g de mel de Castelo Branco


Olhando para as quantidades parece que o açucar e mel, coitadinhos, nem se vão conseguir dissolver, mas a verdade é que acabam todos dentro do líquido, com as ervas à superfície.

Deixei levantar fervura e, em fogo médio por 17 minutos.


O resultado é um líquido, muito menos viscoso do que seria de esperar. 

Esperar esfriar e coar para um recipiente com tampa (usei duas garrafas de vinho, lavadas e re-enrolhadas) e guardar no frigorífico. 



Nota 1: O cheiro, ... o cheiro que fica na casa é maravilhoso! :) 

Nota 2: A receita é do Ferran Adrià, do livro "La comida de la familia" e o caldo referido é de frango. Sendo a primeira vez, tentei não inventar, mas para poder usar em receitas vegetarianas ou vegans a opção foi por caldo de legumes. (Acabou por ir todo para barriga de porco glaceada, mas o facto de ser versátil descontrai :) )

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Alinea

Muitas vezes oiço "tu devias era abrir um restaurante". Sorrio, agradeço o elogio, e comprometo-me a enviar o primeiro video deste post ao interlucotor. E assim começa muitas vezes a tentativa de explicar por palavras o que conheço dos videos que se seguem...



Abençoado Blog, agora tenho uma referência para "continuação de conversa" :)

No Alinea pontifica um dos meus chefes preferidos, Grant Achatz, ... Se acho que vale uma viagem a Chicago? Acho. Nem que tenha de dormir num hostel em camaratas, para poupar para a viagem.

O primeiro vídeo que me chamou a atenção para este restaurante e este chefe foi o seguinte, trata-se de servir a sobremesa, "musse de chocolate", fumegante e partida sobre uma mesa onde estão já "os acepipes", servidos sobre uma toalha especial, à frente do freguês.


É espectacular ver as pingas a aquadradarem, ... :) como é espectacular a forma como o chefe se despede dos comensais, depois de explicar cada ingrediente do prato: "have fun".

E é precisamente disso que se trata no Alínea. "Fun". É um espectáculo, servido em 20 e tal "actos", acabando sempre com uma final desert daquele calibre, ou deste:


E esta ideia de espectáculo é também reiterada pelo tipo de reserva actualmente em vigor, ... não se reservam mesas no Alinea, no Alinea compram-se (com muuuuita antecedência) bilhetes, para uma mesa de x pessoas, com o valor de cerca de 250 USD/pessoa. O preço do bilhete não inclui impostos, grojeta, e... bebidas, ... ups.

Mas é um espectáculo! "Diversão" é a palavra de ordem. Impossível reconhecer o que raio é servido no primeiro olhar.

E, ... basicamente, alguém que se lembra de servir maçã verde com esta forma, merece toda a minha consideração e apreço! :)


E para quem ficou com água na boca, um pequenino programa com o Chef, e o making of da musse de chocolate que fumega, um boneco de neve de limão, e um prato servido sobre uma almofada com cheirinho a relva acabada de cortar, é ver este vídeo: