sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Talharim com molho de shitake e cogumelos do bosque

Jantar vegetariano, admitindo natas e queijo... Cogumelos secos, à espera de ocasião na dispensa... Talharim, perfeito para pratos de massa com molhinhos apetitosos, ... Conjugação perfeita! :) 


Umas horas antes do jantar, hidratar os cogumelos em água. Usei uns clássicos shitakes com uma mistura de cogumelos do bosque. Estes últimos hidratam mais rapidamente, espalhando o sabor mais rústico pelos restantes cogumelos.

Os shitake, depois de hidratados, foram cortados ao meio, e retirados os pés. 

A água de hidratar os cogumelos serviu para cozer a massa, acrescentando mais água a ferver, e sal.

Entretanto, grande sertã com azeite, ao lume até este fumegar (o objectivo era fritar os cogumelos, e não cozê-los). Cogumelos lá para dentro, a saltear com lume forte. Adicionei uns pedaços de trufa picadinha nesta fase. Mantendo o lume forte, algum sal e pimenta do moinho.

Para três pessoas, juntei dois pacotes de natas "leves" aos cogumelos e baixei um pouco o lume, para deixar espessar.

Para dar alguma cor e sabor, um pouco de "mistura de cereais tipo café mas sem cafeína", porque eram horas de jantar, e não se pretendia dar a despertina a ninguém. Envolver bem.

Antes de terminar, já com o lume brando, e com o molho muito próximo da consistência desejada, uma pitada de queijo ralado compôs o ramalhete. 

Rectificar sal e pimenta, e servir imediatamente, sobre o talharim espalhado no prato.

Conversar só depois de acabar de comer... :)




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ovos estrelados com Anchovas

A inspiração para este miniprato, entrada, ou prato principal (dependendo da hora do dia, da fome e da quantidade que se puser no prato) vem de Barcelona. Mais precisamente do "tasco" El Quim de la Boqueria.



É visita obrigatória quando se visita Barcelona. Para além dos ingredientes ultra frescos, de primeiríssima qualidade, que são diariamente comprados no Mercat de La Boqueria, a confecção dos pratos é perfeita, e as misturas "inusitadas" sempre super bem conseguidas. O El Quim de la Boqueria merecerá um post autónomo neste bolgue...

Entre estas misturas aparentemente estranhas, existem "ovos estrelados com..." guisado de lulas bebés, com camarão e cava, com caviar ou com foie gras caramelizado. Soube que apesar de estes dois últimos serem bestsellers na sua tasca, o prato que define o Joaquim é os ovos estrelados com guisado de lulas, prato acessível a qualquer bolsa e que delicia qualquer paladar, características conjuntas da comida que cresceu a comer.

Os meus ovinhos: fui a casa da S. e do T. pouco antes da passagem de ano e voltei com ovos da criação dos pais da S., entre um montão de outras coisas boas. Ovos daquele com a casca branquíssima, cada um com um tamanho diferente, e que seria criminoso não estrelar. Lembrei-me imediatamente do El Quim, e de uns ovos maravilhosos que lá comi há meses. O resto, havia cá por casa. E assim foi, com poucas variações, dois dias seguidos*...

Ingredientes: 
Ovos de qualidade
Pão de centeio
Azeite virgem extra (às vezes escrevo isto e pergunto-me "mas há mais algum tipo?")
Sal
Pimenta moída na hora
Lata ou frasco com anchovas

Estrelar os ovos no azeite, temperar os ovos na frigideira com sal e pimentas.
Partir o pão que servirá de base, dispor cuidadosamente "ao calhas" no prato.
Pôr os ovos já estrelados em cima desta base e dispor filetezinhos de anchovas em cima. 

O resultado final é maravilhoso. E se parecer esquesito, é provar! :) a sério! :)

Agora a escrever lembrei-me de coisas que não fiz nestas primeiras duas experiências mas que farei em experiências vindouras, ... me aguardem! :)

*Para estrelar os ovos, na segunda noite utilizei a gordura da lata de anchovas, o que fez com que não utilizasse azeite, e precisasse de menos sal.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Espetada de javali com batata doce e pesto

O inverno e estes dias mais frios puxam decididamente pelo forno...comidas quentinhas, a casa aquecida...


A combinação da batata doce com o pesto é incrível! Verdadeira delícia! Acompanharam na perfeição a espetada de javali.

A espetada entremeava javali, em pedaços, com chouriço, toucinho e pimento verde. Foi ao forno embrulhada em papel de alumínio, massa caseira de pimentão, tomilho seco, sal e azeite, para cozer, durante 30 minutos. Passado este tempo, o foi desembrulhado, escorrido um excesso de molho e deixado mais 15 minutos para tostar.

A batata doce foi cortada em cubos, mantida em água salgada, escorrida e foi ao forno, bem espalhada no tabuleiro, com um fio de azeite e sal. Acompanhou no forno o javali durante os 45 minutos, tendo sido mexidas cuidadosamente por 2 vezes.

Com o pesto previamente preparado*, foi deitado por cima das batatas, já na mesa.

Claro que foram fritas demasiadas batatas para uma refeição a 2, claro que, com o pesto na mesa, não sobrou nenhuma.

*o pesto aguenta tempos infinitos com uma pequena camada de azeite em cima, guardado no frigorífico.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Entrada rápida de grelos e queijo

Cá em casa, a entrada serve muitas vezes para entreter os comensais, e tirá-los da cozinha, enquanto se faz o prato principal, a maior parte das vezes preparado de raiz e servido imediatamente.


Outras tantas vezes, com tantas entradas, o jantar acaba por ser isso mesmo, entradas, em forma de petisco, que se vão preparando à medida que a conversa se prolonga. Esta entrada vem de um desses casos.

Ingredientes:
- grelos cozinhados (usei um restinho que tinha ficado de outra receita)
- pão
- queijo ralado
- azeite
- sal
- pimenta

A elaboração não tem segredo, cortar o pão em quadradinhos, colocar os grelos temperados com azeite, sal e pimenta, e deitar por cima um montinho de queijo ralado.

Levar ao forno (ou gril) até que o queijo esteja no ponto.

Regressar rapidamente à mesa e continuar a conversa.




domingo, 16 de dezembro de 2012

Lombos de pescada em papelote com salada

Com base na salada que descrevi aqui, e que já experimentei entretanto também com lombos de salmão, grelhados, calhou desta vez usar a técnica do papelote para cozinhar o peixe.



Num pirex, com papel manteiga suficiente para cobrir o fundo e tapar o conteúdo, coloquei a pescada, temperada com tomilho, uma mistura de pimentas moídas na hora, sal e umas finíssimas rodelas de limão. ao lado cortei uma cenoura como na foto, reguei com um fio de azeite e embrulhei, para levar ao forno cerca de 15 minutos. 

Entretanto no prato, a salada, a maçã, pinhões tostados, pevides de abóbora, balsâmico, azeite, sal e agave.

Abri o papelote, retirei os lombos, e coloquei por cima da salada. Foi um prazer de pouca dura, mas que me deixou satisfeito por horas e horas.

Fofos de pescada com salada

Para um jantar super saudável, explosão de sabores e super saciante, ...



Pinhões numa frigideira, em lume super brando, para lhe activar a oleosidade e sabor, reservei.

Na frigideira, azeite, deixar aquecer e colocar os fofos de pescada. Uma pitada de sal por cima e regados com um pouco de molho inglês, por uma questão de cor e sabor.

Nos pratos de servir, espalhar uma salada variada, a que tive de partir as folhas maiores, uma maçã em cubos, vinagre balsâmico, xarope de agave, os pinhões, azeite e sal.

Com os mimos de pescada cozinhados, demorou menos de nada, colocar por cima da salada e servir de imediato...

Ficou com este bom aspecto:


Frango em vinha d'alhos com batata doce e feijão verde

Na verdade, os peitos de frango não me atraem minimamente, é dificílimo deixá-los húmidos, suculentos, e ao mesmo tempo bem cozinhados. Comprei-os para uma receita em que seriam grelhados, mas passados uns dias sem oportunidade de lhes dar esse fim, e com uns fofos de pescada que passaram uma noite a descongelar, por esquecimento, fora do frigorífico, optei por adiar o frango para o dia seguinte. Comi nessa noite a pescada e acabei por ganhar 24 horas de marinada, o que foi espectacular. 



Para a marinada usei um montão de alhos, esmagados e grosseiramente cortados, vinho branco, azeite, louro, pimentão doce em pó, massa de pimento caseira (pimento e sal), cominhos, pimenta preta moida, tudo muito bem envolvido, tapado, a aguardar 24 horas no frigorífico. Mexi duas vezes durante esse tempo, para que tudo se tomasse bem do gosto.

No dia, partir a batata doce em cubos e levar ao forno, com um fio de azeite, sal e tomilho. 

Numa frigideira, deitei azeite, deixei "fumar" e frango lá para dentro, para que fritasse em lume forte. Pouco tempo depois verti o líquido da marinada, e deixei apurar.

Entretanto, noutra frigideira, um pouco de azeite, o feijão verde, sal e umas gotas de sumo de limão.

No prato meia dúzia de azeitonas, e passámos à parte mais importante, a da conversa à mesa.